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Como manter sua marca protegida após o Registro: Cuidados necessários

 

Muitos empreendedores acreditam que receber o certificado de registro do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) é a linha de chegada. No entanto, na gestão de ativos intangíveis, esse momento é apenas o início de uma nova fase.

Imagine que o registro da sua marca seja a escritura de um imóvel em uma área nobre. A escritura lhe confere o título, mas não o protege automaticamente contra invasões, desvalorização ou deterioração. Se o dono da casa não adotar medidas de vigilância, proteção e conservação — como instalar dispositivos de segurança (monitoramento), realizar manutenção (provas de uso) ou afastar invasores (oposição/nulidade) — essa propriedade poderá ser perdida ou ter seu valor drasticamente reduzido. A postura proativa do titular é a única barreira contra a perda da propriedade adquirida com muito esforço pelo empreendedor.

Vigilância Ativa

O INPI não atua como uma “polícia de marcas”. O órgão concede o direito, mas cabe a você fiscalizar o mercado. Uma marca registrada garante exclusividade, mas essa exclusividade pode ser corroída se terceiros começarem a usar termos semelhantes sem a sua reação e resistência.

Novos pedidos de marcas semelhantes  em nome de terceiros devem ser combatidas no INPI. O titular do registro dever estar atento e combativo não apenas às tentativas de registros semelhantes, mas ao uso no mercado, exigindo (extrajudicialmente ou por via judicial) que não utilizem sinais semelhantes ao registro de sua marca.

O risco da Perda de Distintividade

Se você permite que concorrentes usem variações da sua marca ou se o seu nome se torna sinônimo do produto (vulgarização), sua marca perde a força distintiva.

  • Ação Necessária: Monitore semanalmente a Revista da Propriedade Industrial (RPI) e o mercado em geral.
  • Objetivo: Identificar pedidos de registro colidentes (marcas parecidas no mesmo segmento) e apresentar oposições imediatas.

Caducidade da marca

Este é o ponto mais crítico e onde muitos titulares falham. Assim como um imóvel abandonado é suscetível à invasão, uma marca sem uso é suscetível à caducidade. Pela Lei da Propriedade Industrial (LPI), se uma marca não for utilizada efetivamente por 5 anos consecutivos, qualquer interessado pode pedir a sua caducidade.

Se isso acontecer, o ônus da prova é seu. Você terá 60 dias para provar ao INPI que a marca estava, sim, sendo comercialmente utilizada. É aqui que a organização prévia define o sucesso ou o fracasso.

Atualmente, o INPI é rigoroso, mas aceita uma variedade de provas, desde que sejam datadas e inequívocas. Não basta dizer que usa; é preciso evidenciar a circulação do produto ou serviço no mercado.

Você deve manter um arquivo digital e físico organizado cronologicamente com os seguintes documentos:

  1. Notas Fiscais: A prova mais robusta. A descrição do serviço ou produto na NF deve conter o nome da marca exatamente como foi registrada.
  2. Materiais Publicitários Datados: Panfletos, catálogos, prints de campanhas em redes sociais (com data visível) e anúncios em jornais ou revistas.
  3. Contratos: Contratos de prestação de serviços ou fornecimento onde a marca é citada explicitamente.
  4. Fotografias de Produtos: Imagens das embalagens, etiquetas e fachadas.

Atenção à Identidade Visual

Para o INPI, o uso deve ser condizente com o registro. Se você registrou uma marca mista (nome + logo) e mudou radicalmente o logotipo sem fazer um novo pedido, as provas antigas podem não ser aceitas para defender o novo visual, ou vice-versa.

Para garantir que seu ativo continue valorizando, adote esta rotina:

  • Auditoria Anual: Verifique se a marca está sendo usada na forma exata em que foi concedida pelo INPI.
  • Arquivo de Provas: Salve NFs e provas de marketing em uma pasta segura (Nuvem + Backup físico).
  • Vigilância de Terceiros: Mantenha um serviço de acompanhamento de colidências ativo.
  • Prorrogação: Lembre-se que o registro vale por 10 anos. A renovação deve ser solicitada no último ano de vigência.

A proteção da marca registrada é um exercício constante de vigilância. Pense na sua marca como aquela propriedade de alto valor que você lutou tanto para conquistar: você precisa zelar pela sua segurança, evitar que o vizinho invada o seu lote e realizar a manutenção preventiva. A negligência na guarda de provas de uso é a causa silenciosa da perda de grandes marcas por caducidade. Adotar uma postura proativa não é apenas burocracia, é a garantia de que o valor que você constrói dia a dia permanecerá exclusivamente seu.

Restando dúvidas envie um e-mail para inpi@avilanascimento.adv.br, ou entre em contato pelo telefone (21) 3802-3838 ou pelo WhatsApp (21) 97272-8787.

Consulte-nos para o registro de sua marca. Valor único para todo o processo, do pedido até o certificado. Sem surpresas. Pagamento parcelado. Pague somente se a marca for aprovada (consulte condições).

Se você busca segurança jurídica e deseja um atendimento presencial na Barra da Tijuca, nossa sede própria está localizada no Condomínio O2 Corporate & Offices. Estamos prontos para planejar a estratégia de registro de sua marca com a conveniência de um escritório boutique na região.

 Referências:

BRASIL. Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996. Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 15 maio 1996.

INPI. Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Atos Normativos. Disponível em: https://www.gov.br/inpi/pt-br/servicos/marcas/legislacao. Acesso em 2024.

Site oficial do escritório Ávila Nascimento Advocacia. Disponível em: https://avilanascimento.adv.br/#informativos. Acesso em 2025.

FAQ: Proteção Marca Registrada

O monitoramento (ou vigilância ativa) é crucial porque o INPI não fiscaliza o uso de terceiros. Cabe ao titular da proteção da marca registrada identificar e se opor a novos pedidos que possam colidir ou diluir a distintividade da sua marca.

As provas de uso mais aceitas são: Notas Fiscais (a mais robusta, que detalha o uso da marca), materiais publicitários datados, fotos de produtos e contratos de prestação de serviço, desde que a marca esteja visível na forma registrada.

A diluição (ou perda de distintividade) ocorre quando o uso e registro de marcas muito semelhantes por terceiros em classes idênticas ou afins, enfraquece a capacidade de associação da sua marca com a sua origem específica. Isso diminui o poder da sua marca no mercado e pode corroer sua reputação, comprometendo a proteção da marca registrada, pois o público passa a não conseguir mais distinguir claramente a origem dos seus produtos e serviços dos demais.

A analogia é que a concessão do registro é a "escritura" da propriedade. Assim como um imóvel precisa de manutenção (uso e provas) e segurança (vigilância contra invasão/colidência), a marca exige cuidados constantes para manter seu valor e proteção da marca registrada.

 

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